sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que é Plano de Negócios? - SEBRAE

  
É um documento pelo qual o empreendedor formalizará os estudos a respeito de suas idéias, transformando-as num Negócio. No Plano de Negócios estarão registrados o conceito do negócio, os riscos, os concorrentes, o perfil da clientela, as estratégias de marketing, bem como todo o plano financeiro que viabilizará o novo negócio. Além de ser um ótimo instrumento de apresentação do negócio para o empreendedor que procura sócio ou um investidor. 
O Plano de Negócios também é um importante instrumento de ajuda ao empresário para enfrentar obstáculos e mudanças de rumos na economia ou no ramo em que atua. Por isso, ele tem caráter dinâmico e à medida que ocorram mudanças do cenário do mercado, da economia, da tecnologia ou das ações dos competidores, o Plano de Negócios deve ser revisto.  
Em geral, é importante fazer uma revisão semestral do plano, mas, dependendo do tipo de negócio e da situação do mercado, pode ser feita em períodos maiores ou menores. Um bom plano é uma peça indispensável para o sucesso de qualquer negócio. 
O Plano de Negócios é um documento confidencial. Deve ser distribuído somente àqueles que têm necessidade de vê-lo, tais como a equipe gerencial, conselheiros profissionais e fontes potenciais de recursos. 
Para que serve o Plano de Negócios
1. Examina a viabilidade do empreendimento nos aspectos mercadológico, financeiro e operacional.
O PN permite desenvolver idéias a respeito de como o negócio deve ser conduzido. É uma oportunidade para refinar estratégias e cometer erros no papel em lugar da vida real, examinando a viabilidade da empresa sob todos os pontos de vista, tais como o mercadológico, o financeiro e o operacional. 
2. Integra o Planejamento Estratégico
O PN é uma ferramenta pela qual o empresário pode avaliar o desempenho atual da empresa ao longo do tempo. Por exemplo: a parte financeira de um plano de negócios pode ser usada como base para um orçamento operacional e ser cuidadosamente monitorada, para se verificar o quanto a empresa está se mantendo dentro do orçamento. A esse respeito, o Plano pode e deve ser usado como base para um planejamento estratégico. 
3. É ferramenta de negociação e ajuda a levantar recursos
A maior parte dos financiadores ou investidores não colocará dinheiro em uma empresa sem antes ver o seu plano de negócio – que é fundamental para fazer o empreendedor ser levado a sério. O plano pode ser usado como uma ferramenta de negociação e contribui para aprovação de empréstimos nos bancos e acesso a linhas de financiamento. 
Público-alvo do Plano de Negócios
·         Mantenedores de Incubadoras – iniciação de empresas, com condições operacionais facilitadas, mantidas por instituições de classe, centros de pesquisas, órgãos governamentais;
·         Parceiros – para definição de estratégias e discussão sobre formas de interação entre as partes;
·         Bancos – para pleitos de financiamentos de equipamentos e instalações, capital de giro, expansão da empresa, etc.
·         Investidores – entidades de capital de risco, pessoas jurídicas, bancos de investimento etc.
·         Fornecedores – para negociação na compra de mercadorias, matéria-prima e formas de pagamentos;
·         A própria empresa – para comunicação, interna, da gerência com o conselho de administração e com os empregados (comprometimento mútuo de metas e resultados);
·         Clientes – para venda do produto e/ou serviço e publicidade da empresa;
·         Sócios – para convencimento em participar do empreendimento e formalização da sociedade. 
Cuidados importantes ao redigir um Plano de Negócio
As fontes de financiamento não vêem com bons olhos um plano que está sendo “leiloado” por aí. O ideal é que seja enviado para poucos, no máximo dez fontes financeiras. Nunca se deve enviar os planos às fontes financeiras em sequência. Esta abordagem pode adiar por anos um sucesso. 
Ao determinar a quem enviar o plano, pesquise cuidadosamente que espécies de fontes estão interessadas no campo em que eles estão. Espere a resposta de cada instituição, antes de passar à seguinte. Alguns bancos somente emprestam em certas áreas geográficas; alguns investidores só investem em determinados tipos de empresas. 
Dentro de uma organização, algumas pessoas ou departamentos podem lidar com planos de negócios. Eles também podem ser divididos por critérios geográficos, por grupo de negócios ou de alguma outra forma. 
É importante fazer com que o Plano chegue ao grupo certo e, melhor ainda, à pessoa certa. Se houver dúvidas sobre o destino dado ao documento, pode-se solicitar que o destinatário assine um termo confidencial para minimizar as chances de que informações-chave da empresa ou da idéia sejam utilizadas ou divulgadas a terceiros. 
Não se recomenda a produção de grande quantidade de cópias, nem que sejam confeccionadas de forma diferenciada do usual. 
Estrutura do plano
O Plano de Negócio é composto de oito seções:
·         Sumário Executivo – É a primeira parte que será lida por um eventual investidor. Deve conter os pontos principais e mais interessantes do Plano. Não costuma ter mais de uma página.
·         Descrição da Empresa – Contém um sumário da empresa, seu modelo de negócio, a natureza, sua história, estrutura legal, localização, objetivos, estratégias e missão. De uma a duas páginas.
·         Produtos e Serviços – Descrição dos produtos e serviços da empresa, suas características, forma de uso, especificações, estágio de evolução. Máximo de duas páginas.
·         Estrutura Organizacional – Como a empresa está organizada internamente, número de funcionários, principais posições, perfil do profissional. Máximo de duas páginas.
·         Plano de Marketing – Aqui será descrito o setor, o mercado, as tendências, a forma de comercialização, distribuição e divulgação dos produtos, preços, concorrentes e vantagens competitivas. De cinco a seis páginas.
·         Plano Operacional – Descrição do fluxo operacional, cadeia de suprimentos, controle de qualidade, serviços associados, capacidade produtiva, logística e sistemas de gestão. De três a quatro páginas.
·         Estrutura de Capitalização – Como a empresa está capitalizada. Quem faz parte da sociedade, necessidades de capital de terceiro, forma de remuneração e estratégias de saída. De duas a três páginas.
·         Plano Financeiro – Como a empresa se comportará ao longo do tempo do ponto de vista financeiro, descrições e cenários, pressupostos críticos, situação histórica, fluxo de caixa, análise do investimento, demonstrativo de resultados, projeções de balanços e outros indicadores. De cinco a seis páginas.
·         Cuidados a tomar – As informações de um Plano de Negócios devem ser precisas, mas transmitindo uma sensação de otimismo e entusiasmo. Ao preencher o Plano, tenha sempre em mente o objetivo para o qual ele está sendo escrito. 
Recomendações
Tom do texto – O tom deve ser empresarial, sem sentimentalismo, para ser levado a sério. Não dê ênfase em argumentos exclusivamente de venda da idéia, pois pode resultar em um plano exagerado, sem objetividade. Os possíveis investidores reagirão bem a uma apresentação positiva e interessante, mas reagirão com indiferença diante uma apresentação vaga, prolongada, ou que não tenha sido bem ponderada e organizada. 
Se o plano transmitir de forma clara e legível as metas e métodos básicos da empresa, o investidor dará atenção ao documento. Caso necessite de mais informações, com certeza ele pedirá. Preocupe-se, portanto, em apresentar informações reais e que possam ser facilmente comprovadas quando solicitadas. 
Não tenha pressa ao elaborar o seu Plano de Negócios. Para garantir a qualidade, um bom plano deve cobrir informações abrangentes, bem resumidas e pertinentes. Na maioria das vezes, estas informações não se encontram facilmente consolidadas. Elas devem ser procuradas e trabalhadas. 
Tamanho do plano – O ideal é que o plano tenha de 20 a 25 páginas, dependendo do objetivo, porte e situação da empresa. Tenha em mente esta informação enquanto preencher, de forma a manter a objetividade, colocando apenas as informações relevantes e deixando todo e qualquer material demonstrativo, suplementar ou ilustrativo como anexo ao final do documento. 
Constará do relatório impresso apenas os nomes das seções e grupos, e não as perguntas individuais. Isso dá liberdade para você colocar o conteúdo do grupo onde bem entender, sem precisar se ater às respostas específicas de cada pergunta, de forma a utilizar as perguntas apenas como referência ou um tipo de check-list. 
Revisão ortográfica – Cuidado com erros gramaticais e ortográficos ue podem gerar uma imagem negativa sobre o empreendedor, e, portanto, sobre todo o empreendimento. Faça com que alguém qualificado nessa área revise o Plano, para eliminar esse tipo de problema e evitar impactos sobre os leitores. 
Muitas das perguntas que se faz para preparar um PN precisam ter uma resposta, ou devem, ao menos, ser respondidas com “não pode ser respondido neste momento, mas deve ser monitorado”, pelo bem da sobrevivência da empresa. 
Às vezes uma pergunta-chave é negligenciada, tipo “contrata-se mão-de-obra”, ou “inauguram-se as instalações”, e, após o início das operações com vendas em andamento, descobre-se que algumas autorizações ou licenças eram necessárias antes de se abrir a empresa, justamente o que a pergunta alertava.


fonte: SEBRAE

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Qualquer um pode ser MEI – Microempreendedor Individual? - Zenaide Carvalho


“Dificuldades são ‘aliadas’ que possibilitam exteriorizar a capacidade latente.”
(Seicho Taniguchi)

O que é o MEI – Microempreendedor Individual?
O MEI é a nova forma de tributação e legalização criada em dezembro de 2008 pela Lei Complementar 128/08 que beneficiará pequenos empreendedores. Entrará em vigor a partir de julho de 2009.
O registro então será simplificado?
Sim. O MEI poderrá registrar-se como empresa de forma bastante simplificada e terá acesso à legalização de seus empreendimentos sem taxas de legalização e sem pagamento de honorários aos contadores tanto para abrir a empresa quanto para fazer a primeira declaração anual.
A que tipo de atividade é recomendado o registro como MEI?
Basicamente todas as atividades elementares, como pipoqueiros, eletricistas, costureiras, verdureiros, barbeiros, engraxates e outros. O faturamento é o primeiro fator limitante para o registro, já que esse registro é para negócios que tenham ou pretendam ter faturamento até 36 mil reais anuais, o que dá uma média de faturamento de 3 mil reais por mês.
Ouvi falar que terei direito à Previdência Social e pagarei uma quantia mínima de impostos. Como é isso?
O MEI pagará mensalmente 11% do salário mínimo para ter os direitos da Previdência Social, como auxílio-doença e aposentadoria por idade, por exemplo. Além disso, pagará apenas R$ 1,00 de ICMS (se sua empresa for uma empresa comercial) e/ou R$ 5,00 se for uma empresa de prestação de serviços, e mais nada a título de impostos. Também estará isento de taxas de alvará da prefeitura. Em valores atuais, não chega a R$ 60,00 mensais.
Sou fisioterapeuta recém-formado. Posso registrar-me como MEI?
Infelizmente não. As atividades de profissões regulamentadas como as de fisioterapeutas, médicos, administradores, advogados e outras, não podem ser tributadas pelo Simples Nacional e, consequentemente, também não podem ser enquadradas como MEI. As atividades permitidas são somente as atividades de comércio, indústria e as atividades de serviços que estão registrados na Lei Complementar 123/06 com tributação prevista no Anexo III da referida Lei.
Eu tenho dois empregados, posso registrar-me como MEI?
Também não pode. Só é permitido o registro de um empregado, mesmo assim desde que seu salário não ultrapasse o piso da categoria. E para esse empregado o MEI pagará 3% a título de contribuição previdenciária, além do valor da previdência que o próprio empregado contribuirá. Cabe ressaltar que caso o MEI tenha empregado deverá pagar férias, 13º salário, FGTS e todos os outros direitos trabalhistas previstos em lei.
Os contadores trabalharão de graça, para o MEI?
Em princípio, sim. Está previsto na lei que as empresas contábeis que estejam sendo tributados pelo Simples Nacional terão a obrigação de tirar dúvidas, orientar sobre a nova forma de tributação, fazer o registro da empresa e providenciar a primeira declaração ao fisco. Entretanto, se esse MEI tiver um empregado já precisará de fazer folha de pagamento e outras declarações. Nesse caso, não está previsto que esse trabalho seja feito gratuitamente pelos contadores.
E se a minha empresa crescer, tendo um faturamento superior a 36 mil reais anuais, eu perco os direitos?
Você perderá as vantagens do MEI, mas estará automaticamente enquadrado na tributação do Simples Nacional.
Quero me cadastrar como MEI. O que eu tenho que fazer?
Por enquanto deve aguardar. Mas já pode procurar um contador em sua cidade e demonstrar seu interesse, pedindo que ele avise a você quando poderá iniciar o processo, que provavelmente será no mês de junho de 2009.
Bem, espero ter esclarecido um pouco mais aos colegas e ficaremos atentos às regulamentações que estarão sendo publicadas em breve.

Zenaide Carvalho
Administradora e Contadora

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Emporwerment: Uma tarefa difícil, mas gratificadora - Por Leonardo Marioto


Para o entendimento deste artigo definiremos o que é emporwerment: que nada mais é que a delegação de poder a todas as camadas das hierarquias das organizações, não apenas deixando que o alto escalão arbitrai sobre as decisões relacionadas a empresa, dando mais espaço e abrindo mais intelectualmente as cabeças dos participantes das organizações. Como já disse em outros artigos, não devemos deixar nossos cérebros na porta dos escritórios e pegarmos de volta na saída, devemos utiliza-lo de maneira inteligente em prol da instituição, com criatividade, habilidade e competência.

Entretanto o emporwerment é um conceito que muitos se falam, mas poucos se fazem, principalmente nas organizações mais tradicionais e mecanicistas. Porque até mesmo nas corporações mais orgânicas o emporwerment pode ser um tiro no pé, se estes funcionários não estiverem intelectualmente preparados para tal ato. Por este motivo deve ser feito de forma muito cuidadosa e inteligente por parte dos mais intelectualizados das empresas.
Chiavenato (2009) diz: ‘’Duas megatendências estreitamente relacionadas entre si deverão impulsionar o emporwerment com maior rapidez nos países desenvolvidos: a horizontalização das hierarquias e a difusão das novas tecnologias de comunicação. O que ele quis dizer com isto? Primeiramente a horizontalização quer dizer desmembrar a hierarquia tradicional vertical para a hierarquia horizontalizada, ou seja, acabar com a pirâmide tradicional da hierarquização e tornar os participantes com níveis de autoridade mais horizontais, ou seja, com níveis de autoridades mais igualitárias. E em segundo lugar a comunicação entre os funcionários do baixo escalão com os altos executivos terá de ser revista e mais aberta a perguntas, críticas, sugestões e principalmente, informações da empresa para que estes (funcionários) possam tomar decisões baseadas em dados reais da instituição.

É de se destacar que o emporwerment só funcionará se a cultura organizacional da empresa mudar radicalmente, se esta for uma corporação tradicional. No emporwerment, com exemplo real da empresa SEMCO, todos os funcionários possuem quaisquer informações da empresa. Isto pode parecer loucura num dado momento, entretanto está dando muito certo por lá. Outra coisa importante a se dizer, como Chiavenato (2009) citou em seu livro, Semler da SEMCO diz que o emporwerment não pode existir pela metade. Ou é tudo ou nada.
Umas das características positivas deste sistema se for implantado é uma maior autonomia e satisfação do pessoal que ali trabalham. Com o emporwerment os participantes podem tomar decisões se sentindo parte da organização, e não apenas mais uma peça descartável. Uma das coisas mais gratificante que um funcionário pode ter conhecimento e perceber, é que ele faz parte integrante verdadeiramente da empresa, que ele ajuda no trabalho e que possui responsabilidades perante aos resultados. Eles se sentem mais valorizados e assim trabalham com mais afinco em suas organizações.

Entretanto, como já disse, o emporwerment é um conceito novo e tem de ser muito bem trabalhado, ou seja, muito bem estudado e levado de forma íntegra e séria. As pessoas mais intelectualizadas das organizações devem ter em mente realmente o que devem fazer para que esta abordagem dê certo. Pois se entregarmos poderes a pessoas que não possuem algum grau de inteligência para saber o que fazer com este poder, pode ser destruidor para a instituição.

Bibliografia: CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos – O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Controle financeiro garante lucro - Ricardo Simões Curado.


Uma boa gestão financeira é fundamental para assegurar o sucesso de uma empresa. É o que afirma o consultor financeiro do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Ricardo Simões Curado. "O objetivo de qualquer empresa é ter lucro. E, para que isso aconteça, o empresário tem de dar muita atenção a tudo o que acontece com o caixa da sua empresa." Para Curado, não é complicado para um empresário fazer com que seu empreendimento dê retorno. "Antes de tudo, o empreendedor tem de saber produzir alguma coisa e, também, estudar como esse produto pode lhe trazer dividendos. Na sequência, deve medir custos e estabelecer um preço que seja acessível a seus clientes e que também lhe proporcione um lucro razoável."

A partir daí, é muito importante acompanhar de perto o fluxo de caixa da empresa. "A grande maioria acaba contratando um contador externo para fazer esse serviço. Mas somente o contador não é suficiente. Deve haver um acompanhamento de caixa diário, feito pelo próprio proprietário ou por um funcionário designado para cumprir essa função", explica Curado.

"O empresário tem de saber, por exemplo, quanto custa e por quanto está sendo vendida uma certa mercadoria. Tem, também, de controlar todas as entradas e saídas do caixa, e registrar absolutamente tudo. Qualquer tipo de retirada ou de recebimento deve ser controlado pelo proprietário."

Para isso, Curado lembra que é necessário ter muita disciplina. "Este controle de fluxo de caixa deve ser sistemático, feito com muito cuidado", comenta. Não só com o dinheiro em caixa dentro da empresa, mas também junto ao banco, com todos os saques e depósitos feitos na conta.

Evitar o descontrole
Todo esse cuidado se justifica, segundo Curado, pois um dos problemas mais recorrentes, principalmente em empresas de pequeno porte, é o descontrole financeiro. "Muitas vezes, o dinheiro do empresário acaba se misturando com o da empresa, e vice-versa. E isto não é uma postura adequada para uma empresa que quer se manter no mercado e crescer."

O consultor diz que não se devem pagar contas pessoais com recursos da empresa e, também, que não é aconselhável pagar contas das empresas com dinheiro da conta corrente pessoal do empresário. Mas existem outros fatores que podem determinar se uma empresa terá ou não lucro. "Muitas vezes, há um excesso de estoque.
O empresário recebeu um pedido para entrega em uma certa data, e antecipou a produção ou a compra da mercadoria. Isto pode fazer com que o lucro, naquele momento, seja menor. E há, ainda, aqueles que têm um excesso de dinheiro em caixa em um certo momento, por terem feito compras a prazo. Aí deve haver um cuidado especial para não haver gastos excessivos, o que vai acarretar falta de recursos para honrar compromissos posteriores", diz Curado. Outra decisão a tomar é fazer uma consolidação mensal dos resultados da empresa. "Este resultado deve ser apurado por produto ou por linha de produto vendido". Para tudo funcionar bem, ressalta, é necessária a participação ativa do próprio empresário.

"O contador vai cuidar mais da parte tributária da empresa, ou seja, cuidar dos impostos a pagar, dos encargos trabalhistas. Ele fica longe da empresa, não acompanha o dia a dia. Por isso, é fundamental o acompanhamento de alguém de dentro."

Outro controle importante é o das retiradas feitas pelo empresário, a título de pró-labore, ou seja, sua remuneração mensal. "É importante registrar esse tipo de retirada, o que não acontece com muitas das empresas que nos procuram. Até mesmo uma retirada extra, como lucros, deve ser registrada de alguma forma no fluxo de caixa da empresa."

Curado ressalta que não é só a gestão financeira que determina o sucesso. "Claro que há outros fatores que determinam aonde a empresa vai chegar. Mas, sem uma gestão financeira adequada, fica muito mais difícil obter bons resultados."


Na Grenier, proprietária acompanha fluxo de caixa
A boa gestão financeira é uma das ferramentas mais importantes para levar um empreendimento ao sucesso. A constatação é levada a sério pela empresária paulistana formada em moda Cristina Grenier, da Grenier Indústria e Comércio de Bolsas . Criada em 1992, a empresa, que fabrica bolsas, mochilas e necessaires para lojas como Track&Fields e Tok&Stok , começou a exportar para Espanha e França há menos de um ano.

E, no caso, a tarefa de gestão e administração da empresa é bem delimitada. "Temos um contador que fica restrito a calcular impostos, holerites de funcionários e notas fiscais. E eu, juntamente com minha família, ficamos com o fluxo de caixa, receita de vendas e pagamento de fornecedores", explica Cristina. Mas não foi fácil. "Tivemos de fazer cursos - e, até hoje, faço atualizações - para aprender a lidar com a gestão financeira", diz ela, que estuda a abertura de novas lojas.

Outro assunto que é acompanhado de perto por Cristina, pelo fato de influir diretamente na gestão das finanças da Grenier, é a variação do dólar. Mas, disse, essa variação não está afetando a empresa, mesmo porque a produção exportada ainda é pequena, com pouco mais de 200 peças ao mês. "Mas ficar alerta é imprescindível, até porque a variação da moeda dificulta o cálculo de custos e preços", comenta.

A Grenier Indústria e Comércio de Bolsas, avalia, passou bem pelos primeiros e mais difíceis anos que definem se uma empresa vai ou não manter suas portas abertas.

Estudo divulgado pelo Sebrae-SP indica que a taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas do estado, com até cinco anos de atividade, chegou a 56% em 2004. A taxa é bastante superior à encontrada em países europeus e nos Estados Unidos, onde a taxa fica tradicionalmente entre 37% e 42%. Dentre as empresas que buscam ajuda do Sebrae-SP, essa taxa de mortalidade é de apenas 30%, segundo indica levantamento da entidade.

Planejamento financeiro e controle de custo são fundamentais para a saúde da empresa
Desde que iniciou suas atividades de fornecimento de coffee breaks em eventos empresariais, Alessandro Tosta procura trabalhar as necessidades de crescimento da empresa dentro do orçamento previsto. "Nada de empréstimos", decreta o empreendedor. Ele abriu há pouco mais de sete meses, junto com sua esposa Elaine Cristina de Santana, a L'Henrys Eventos Empresariais . Usou como capital o dinheiro adquirido com a venda de sua parte em uma empresa do mesmo ramo.
Para Tosta, apesar de o impulso de tomar um empréstimo que aumente o capital de giro e dê carga nova à empresa ser grande, a atitude deve ser pensada e repensada dentro de um contexto de gestão financeira. "Não adianta recorrer em um momento e, depois de alguns meses, ficar enrolado para quitar a dívida. É melhor ter paciência e crescer aos poucos", afirma o empreendedor.

A L'Henrys atende a uma média de 18 eventos empresariais por semana. No final do ano, diz Tosta, a expectativa é que o movimento cresça até 30%. Outro canal em processo de desenvolvimento, e que deverá aumentar o número de clientes, é a Internet. "Estamos investimento no desenvolvimento de um site, o que poderá incrementar nossas vendas", comenta Tosta. A previsão é que esse novo canal de contato seja lançado em janeiro.

Programação faz a diferença
O trabalho de administração da L'Henrys é dividido em família. "É importante ter planejamento financeiro, para programar aquilo que se vai realizar nos próximos dias e até meses", registra Elaine.

A empreendedora começa separando os gastos em dois grandes grupos: os gastos fixos e os variáveis. Na primeira classe, diz ela, estão os gastos com contas de luz, água, despesas com propaganda e marketing, contabilidade, material de escritório e os salgados servidos nos eventos. Entre os custos variáveis, afirma Eliane, figuram os impostos e compras de doces e sucos. "Como os salgados são comprados de uma outra empresa da família, foi possível estipular um preço fixo. No caso dos doces não, porque compramos de outros fornecedores, que infelizmente não trabalham dessa forma", comenta Elaine.

A proprietária da L'Henrys comenta que, em geral, custos fixos representam 15% do faturamento mensal da empresa; as despesas variáveis são um pouco mais pesadas, representando 25% do faturamento. Os impostos, diz ela, chegam a 10% do valor faturado no período. "Por isso, é importante o planejamento das finanças, visto que as despesas engolem 50% do seu faturamento", explica.

Entre as despesas que, segundo Elaine, podem ser reduzidas, estão as fixas; em especial aquelas referentes a propaganda, marketing e divulgação. "Essas ferramentas de marketing são muito importantes, mas é preciso que se analise e avalie se vão gerar retorno ou não. Qual é o canal que vai ter o menor custo, mas vai garantir melhor retorno?", questiona a proprietária. Na empresa, 50% dos clientes chegam através de folhetos e outros canais de propaganda. "Ter esses canais é fundamental à sobrevivência", comenta.

Juros atrapalham
Entre os entraves ao crescimento, Eliane afirma que o principal são os juros altos. "Quando fazemos um evento e emitimos uma nota fiscal, na maioria das vezes aquele dinheiro só será recebido dali a 30 dias. O problema é que muitos fornecedores dão no máximo 15 dias para nós. Nesse caso, temos de entrar no cheque especial, que tem juros altíssimos, e quitar as dívidas", comenta Elaine.
O consultor do Sebrae-SP Ricardo Curado alerta a que a utilização do cheque especial pode virar uma bola de neve se o empresário não souber como fazê-lo.
"A primeira dica é entrar no cheque especial somente em caso de extrema emergência. Existem alternativas até 50% mais baratas no próprio banco, como a antecipação de recebimento de cheques pré-datados ou o desconto das vendas no cartão de crédito, além da negociação com os fornecedores. E ele lembra: "É fundamental ter controle e fazer planejamento antes de tomar qualquer atitude."

FONTE: SEBRAE

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE E DO BALANÇO PATRIMONIAL NAS EMPRESAS Gestão Financeira e Contábil— 04 fevereiro 2012


A Contabilidade deve ser vista como uma ferramenta importante para se manter um controle formal e padronizado do patrimônio da empresa.
A contabilidade é uma das atividades mais antigas do mundo. Fala-se que seu uso remonta aos tempos das antigas civilizações, porém, somente por meio da obra Summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalita, Frei Pacioli, em Veneza (1494), a qual descreve um dos métodos utilizados por mercadores da época para controle dos negócios, denominado de método das partidas dobradas, é que a contabilidade começou a ser difundida no mundo por entidades como a Igreja e o Estado (Crepaldi, 1998, p. 17).
Atualmente, para a maioria das pessoas, a contabilidade passou a ser definida como uma obrigação legal, auxiliando o empresário somente na apuração de seus impostos, e não como uma necessidade de se manter um controle formal e padronizado do patrimônio da empresa.
É notória a intensa utilização das informações contábeis por parte dos órgãos públicos em função da padronização e uniformização dos procedimentos adotados pelos contadores, afinal, o Governo possui total interesse em conhecer as empresas e não existe melhor ferramenta do que o Balanço Patrimonial, ferramenta na qual está descrita a totalidade dos ativos, passivos, receitas e despesas da empresa em um determinado período, considerando ainda que muitas corporações devem apresentar outros demonstrativos financeiros como complemento das informações contábeis.
Em virtude de tantas obrigações governamentais, exigências legais e falta de conhecimento, muitos empresários perderam ou não possuem interesse nas informações contábeis, e acabam por não controlar o patrimônio da empresa. Soma-se a isso o fato de muitos escritórios contábeis cometerem o grande erro de oferecer serviços somente com foco nas obrigações fiscais, deixando de lado a visão gerencial, objetivo primordial para a origem da contabilidade.
É importante lembrar que a informação contábil para gestão da empresa não precisa ser engessada pelas leis comerciais, societárias e fiscais, como, por exemplo, o acompanhamento das projeções de entradas e saídas de recursos com o fluxo de caixa realizado. A projeção dos recursos é efetuada com base nos históricos contábeis e em fatos possíveis de realização, e o fluxo de caixa realizado é preparado com base nos fatos reais já contabilizados.
Segundo o Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa), a falta de planejamento prévio e gestão deficiente dos negócios estão entre os principais motivos de mortalidade das empresas, ou seja, a falta de controle dos negócios aliada à falta de informação resultam na falta de planejamento e gestão deficiente. Como consequência surgem dois “ingredientes” que podem motivar o empresário a encerrar seu negócio.
Isso explica nas grandes empresas a existência de departamento contábil ou controladoria, responsável pela geração e lapidação das informações de uso gerencial, que visam a fornecer fontes precisas aos gestores das organizações para a tomada de suas decisões, estratégias ou até mesmo a desistência de uma atividade ou produto.
Porém, sem a escrituração contábil, torna-se inviável a obtenção dessas informações gerenciais.
Outro aspecto que podemos observar diz respeito aos usuários do Balanço Contábil ou Demonstrações Contábeis, os quais podem ser internos ou externos:
- Os usuários internos representam os gestores da empresa;
- Os usuários externos representam os bancos, fornecedores, órgãos públicos, cujo benefício pode ser convertido em alguns casos, como exemplo, obtenção de crédito, captura de investidores, avaliação da saúde financeira da empresa etc.
Além da necessidade de controlar o patrimônio da empresa, a contabilidade tornou-se uma obrigação legal atribuída pelo nosso Código Civil, porém, sua apresentação é dispensada para as empresas tributadas pelo Simples Nacional e Lucro Presumido somente aos olhos do Fisco. Enfatizando o assunto, o Fisco dispensa os registros contábeis. No entanto, outras legislações os obrigam em virtude de ser uma ferramenta de suma importância para o controle do patrimônio. Portanto, não vejam a contabilidade como obrigação e sim como ferramenta de gestão.
O Balanço Patrimonial não deve ser descartado pelas empresas. Pelo contrário, ele deve ser preparado por todas as companhias, pois somente com essa ferramenta é possível conhecer o patrimônio real da corporação, além de outras informações de vital importância.
Com isso, é recomendável ao empresário ou gestor da empresa que converse com seu contador para conhecer como essa ferramenta pode auxiliá-lo em suas atividades e passe a cobrar de seu contador a apresentação do Balanço, já que é uma obrigação instituída por força de lei a todas as empresas. Além do mais, o contador dedicou anos de estudo para poder fornecer informações que auxiliem os empresários.

Celio Sales Dias é Contador e atua na prestação de serviços em Auditoria e Consultoria Contábil. celio@diascontabilidade.com.br  www.diascontabilidade.com.br

domingo, 4 de março de 2012

Sucesso depende de atitude - Gilclér Regina

Você já se esforçou para evitar um encontro com uma pessoa que somente transmite um ar depressivo? Já fez o impossível para ter a oportunidade de ficar com uma pessoa positiva e entusiasmada, que faz a gente se sentir bem? Qualquer um, até mesmo os seus clientes, querem ficar ao lado de um vencedor. A sua atitude irá determinar se as pessoas irão correr para você ou de você! Ela é o ingrediente crítico do sucesso, comunica muito às pessoas mostrando como você se sente em relação a si mesmo, seu trabalho, sua vida, o que você vende, o que você faz.
De fato, uma atitude entusiasmada é a maior qualidade que uma pessoa pode ter. Uma atitude ruim pode anular os melhores resultados e os mais profundos conhecimentos.
Assim como os torcedores ficam eufóricos quando o time deles vence, seus clientes querem estar junto de alguém que lhes melhore o dia.
Não é verdade que os clientes não querem receber a visita de vendedores; eles apenas não querem receber vendedores que os deixem deprimidos. Sua atitude exerce grande impacto sobre as pessoas. Esta será a sua marca.
A maior parte dos seres humanos subestima a sua capacidade. Poucos, bem poucos mesmo, adquiriram a confiança em si mesmos, o que lhes dá força para enfrentarem corajosamente toda sorte de obstáculos.
O caminho do sucesso exige que a pessoa defina um rumo, escolha um objetivo a ser alcançado. Quem não sabe para onde vai, acaba procurando um lugar cômodo, deixando passar as horas, os meses, os anos… perdendo seu tempo. Uma pessoa indiferente não pode sentir impulso nem decisão para chegar ao topo.
O ser humano só se dispõe à luta depois que define bem o rumo a seguir. Enxerga a estrada que vai percorrer, sabe o ponto que deve chegar. Tem maiores possibilidades de alcançar o êxito àquele que estuda o seu itinerário sabendo o ponto de chegada.
A grande maioria, no entanto, está desperdiçando diariamente oportunidades, renovando promessas, propósitos e intenções e nunca chegando… Quase todos esperam oportunidades e esquecem de que só vencem aqueles que se dedicam a explorar possibilidades. Resultado: Nunca buscam o novo, nunca vencem.
Outros, os campeões, os donos do êxito, põem de lado a indiferença, deixam a comodidade e o conforto, procuram o progresso, desafiam os próprios desafios, isto é, buscam de verdade as alternativas e fazem sucesso. A oportunidade não chega quando esperamos. É necessário buscá-la ou estar preparado para recebê-la.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
* Gilclér Regina
gilcler@gilclerregina.com.br
Site: www.ceag.com.br
Artigo extraído do site www.administradores.com.br

Previdência privada vgbl e pgbl

Para saber se a previdência privada vale a pena, você precisa entender como funciona um fundo de previdência primeiro. Esse é um investim...